sábado, 24 de dezembro de 2011


 Eu não sei o que espero do ano seguinte, não espero tanto dele, só quero que seja diferente. Não quero cometer os mesmos erros, não quero me envolver com o mesmo tipo de pessoa, não quero me iludir, quero a hipocrisia longe de mim. Não quero chorar como eu chorei esse ano, não quero mais ter que me trancar no quarto e chorar baixinho pra ninguém me escutar. Não quero mais ter que dormir com um aperto no coração, não quero mais. Quero ter vontade de sorrir, e não de chorar. Quero pessoas novas, mas não quero que as antigas se vão. Só quero um ano melhor, não precisa ser necessariamente um ano onde tudo vai dar certo, mas pode ser o começo dos meus acertos.

Se eu te disser que estou morrendo de saudades, você vem correndo me abraçar?



Não gosto de despedidas, odeio ter que dizer adeus. Isso é doloroso pra mim, afinal, pra quem não é?  Dizer adeus pra coisas que se ama é o mesmo que ver uma parte de você ir embora e não poder fazer nada para poder impedir. Mas pensando bem, dizer adeus é melhor do que dizer tchau. O tchau deixa a incerteza e significa ”estou indo, posso voltar quando você menos esperar, ou pode ser pra sempre”, já o adeus é mais direto ” estou indo, é pra sempre”. Mas de qualquer forma, despedidas tem uma certa forma de nos destruir.




Não tem coisa mais gratificante do que fazer um amigo sorrir quando ele está triste.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Um livro pode ter capítulos bem diferentes um do outro. Alguns podem ser lindos, alegres e conter momentos de felicidade absoluta. Outros podem ser mais tristes e te fazer chorar. Há alguns capítulos que nos transmitem momentos de agonia, de raiva, de gargalhadas, de apatia, de desprezo, de erros, de burrice, de saudade e de divertimento. Alguns capítulos não nos transmitem nada, apenas estão ali para que a história faça sentido. Há sempre um ou outro capítulo que nos chama a atenção mais do que outro em uma história, e sempre voltamos nas páginas para que passamos lê-lo mais uma vez — e outra — e de novo. Mesmo ficando repetitivos,não cansamos de lê-los. Nem sempre o capítulo que mais nos chama a atenção em uma história é a parte mais feliz. Algumas pessoas insistem em ler as partes dos erros. Ou as tristezas; ou as partes que fazem chorar; as partes das decisões difíceis, mesmo quando é a coisa certa a se fazer; as despedidas; ou as partes em que os personagens não têem mais o que dizer um ao outro. Quase não damos importância às partes simples dos acontecimentos. Os primeiros beijos envergonhados, as conversas de cabeça baixa e um sorriso besta nos lábios, as caminhadas pelo quarteirão, os reencontros.
Nós mesmos nunca somos lembrados pelas coisas mais simples, ou mais sinceras.Somos sempre lembrados sempre por nossos erros, pelos vacilos, pelas atitudes tomadas sem pensar nas conseqüências e pelos motivos que demos para alguém chorar. Nunca somos lembrados pelos dias de alegrias que proporcionamos, pelos sorrisos que estampamos nos rostos das pessoas, pelas gentilezas. Nunca lembram de nossa cordialidade — nem tampouco de nossos sacrifícios. Os capítulos que mais se destacam em nós são os que gostaríamos de apagar, mas são os que mais chamam a atenção e os mais fáceis de serem guardados na memória. O ideal seria ler um livro por inteiro, conhecer seus capítulos bons e ruins antes de encerrar uma leitura que poderia ser proveitosa.